Diário de viagem

  • hoje fui de táxi

    Abdiquei da boleia para o colégio e fui nos transportes colectivos de Luanda. A população chama-lhes ‘táxis’, normalmente, mas pelo que percebi, quando estão chateados com a condução desvairada dos motoristas ou com as paragens demoradas em segunda fila para o cobrador chamar passageiros, o nome muda para ‘kandongueiros’. Existem muitas carrinhas destas em Luanda,…

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  • i love the smell of luanda in the morning

    Hoje madruguei. Tinha uma boleia para a cidade logo às 6h e resolvi aproveitar para chegar cedo à cidade, pouco depois das 8h, para subir a pé da baixa até ao colégio, durante a manhã, com menos calor. Andei por ali a medir as ruas, a ouvir a agitação, gente de um lado para o…

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  • elevação transiente das transaminases

    Respeitar a profilaxia contra a malária, com todos os efeitos secundários inerentes podem resultar em duas de várias coisas: alucinações ou ideias para filmes. Uma noite de insónias e alucinações deu-me tempo para escrever uma ideia para um filme. Começa com a imagem de cima, com som subaquático, sem frequências médias. Uma voz limpa, esfíngica,…

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  • because the sky is blue

    Um céu enevoado aqui em Luanda, feito como muitas fotografias encadeadas. Deixei a máquina no tripé, focada no céu, a tirar uma fotografia de 5 em 5 segundos. Depois de uma hora ou duas, conforme o tempo que quiser como resultado final, junto-as em video, à velocidade de 25 imagens por segundo. O resultado dá-nos…

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  • 50 meticais

    Uma nota de 50 meticais, vestígio da viagem a Moçambique que fiz em abril, encontrada no bolso de trás de umas calças que não vestia desde aí. 50 meticais são pouco mais de um euro, mas davam para comprar muitas coisas nas ruas de Maputo. Um refrigerante custa 15 meticais, o mesmo que custa um…

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  • há só mais calor, humidade e pó no ar

    O trânsito em Luanda é mesmo um problema complicado. A cidade tem demasiada população a residir, uma orla gigantesca de bairros térreos de auto-construção, sem saneamento básico, onde reside a maioria dos cerca de 8 milhões de habitantes de Luanda, valor estimado, já que muita da população angolana não tem sequer bilhete de identidade nem…

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  • kinaxixi

    Este era o Mercado do Kinaxixi, um edifício construído na década de 50. Diz-se aqui que foi projectado pelo Arq.º Vasco Vieira da Costa, angolano de origem portuguesa. (fotografia de Victor Santos) Foi demolido em 2008, depois de dois anos de abandono. Os comerciantes foram transferidos para outro lado, com promessa de reabilitação do mercado,…

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  • três horas e meia de engarrafamento

    A minha boleia hoje foi às sete da manhã porque havia que estar no centro de Luanda às 8h30. Eu tinha tempo, as aulas eram só de tarde, mas aproveitava para ficar no centro e ir a pé até à escola, uns quatro quilómetros mais à frente. O trânsito estava tão caótico que o percurso…

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  • o medo

    O discurso sobre os problemas de segurança é praticamente impossível de evitar sempre que se viaja para lugares menos “europeus”. É lendária a fama do Rio de Janeiro, por exemplo. Ouver-se dizer com frequência que é perigoso sair à rua, que se deve ir sem nada nos bolsos, que à noite não se pode parar…

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  • entrar em luanda

    O percurso da periferia de Luanda até ao centro, cerca de 12km desde onde estou alojado até ao colégio onde vou dar um workshop de cinema, é coisa que pode demorar várias horas de carro. De manhã, pelas 11h, demorou pouco mais de uma, mas se for feito às 6h chega a demorar duas. Há…

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